Black Bird: a fuga, de Anna Carey

    Oi gente!
Como planejado, prometido and cumprido, hoje tem a resenha do livro que escolhi para a leitura coletiva do mês de setembro. Para quem não tem ideia do que estou falando, começamos com esse projeto mês passado e são alguns blogs envolvidos. Nesse mês mudamos um pouquinho a proposta e, ao invés de os participantes todos lerem um mesmo livro, optamos por um tema e cada um escolheria seu livro  de acordo com ele.
O tema escolhido do mês foi thriller e o meu livro escolhido foi Black Bird: a fuga, da Anna Carey.

O gênero thriller nada mais é do que o bom e velho suspense. Ainda assim ele pode ser dividido em alguns subgêneros como psicológico, político, criminal, erótico, e por aí vai. O que importa mesmo é que para um bom thriller existir o mistério esteja sempre presente na narrativa.
Vamos falar de Black Bird, que foi a minha leitura escolhida:

   
BLACK BIRD
(Anna Carey)
V&R Editoras

   Sinopse: Uma garota acorda nos trilhos do metrô de Los Angeles sem lembrar quem é. Há uma mochila a seus pés contendo uma troca de roupas, mil dólares em espécie, um número de telefone e a instrução “Não ligue para a polícia”.
Perguntas rodopiam em sua cabeça: Quem é ela? Como chegou ali? O que ela fez? O que significa a tatuagem de um pássaro e o código FNV02198 em seu pulso?

Ela mal tem tempo para descobrir sua identidade, e logo percebe que está sendo caçada. Precisa fugir desesperadamente. Não sabe quem são eles, não sabe em quem confiar. Só há uma coisa que sabe com certeza: estão tentando matá-la.                                        

A garota acorda, está no meio dos trilhos do metrô e não se lembra de absolutamente nada. Seu nome, de onde vem, seu passado, nem muito menos como e porque é que foi parar ali. As únicas coisas que ela sabe é que tem o que precisa – inclusive dinheiro – em uma mochila, não deve procurar a polícia, que tem que sair dali o mais rápido possível e que a tatuagem que tem em seu pulso deve significar alguma coisa. Tem que significar. O pássaro e o código em seu pulso devem ser a chave.
E ela sai dali, tentando desvendar todo esse mistério que a sua vida se tornou…de repente? Não se sabe.
Logo de início ela conhece um garoto, Ben, que é a única pessoa disposta a ajudá-la, sem fazer muitas perguntas, sem dizer muitas coisas. Só ajudá-la. Ela resiste de início, mas depois cede, ao ver que não tem ideia de quem pode ser confiável ou não à sua volta, pois está sendo perseguida, tentaram matá-la, está sendo caçada. E a grande questão da história é por quê?

Confesso que fui bem relutante no início da leitura, o fato da narrativa ser predominantemente em segunda pessoa me incomodou um pouco. Eu me perdia na leitura e não conseguia me situar. Percebi que provavelmente esse é o primeiro livro, em toda a minha vida de leitora, que leio que é narrado dessa forma. Não digo que odiei, mas demorei à me situar. Me disseram – e juro que queria lembrar quem foi – que esse tipo de narrativa é usado para tentar te colocar no lugar da protagonista. Bom, no final das contas achei bem interessante e alguns capítulos depois já estava completamente envolvida com o mistério todo da história.

Anna Carey é ótima com as palavras e conduz muito bem os fatos, tudo fica bem amarradinho. O livro é curtinho e acho que se não tivesse tido os ‘problemas’ do começo da leitura teria lido muito muito rápido.
Os fatos são narrados muito rapidamenente. Tudo acontece, afinal, em um curto espaço de tempo – segundo a sinopse do livro de continuação, apenas uma semana. E esse, no final foi o ponto negativo pra mim.  livro ficou bem focado na ação e não desenvolve personagens, senti um pouco de falta de conhecer melhor com quem estava lidando. Parece uma correria danada, a fuga predomina de maneira gritante o enredo, de tal forma que não se tem tempo de entender algumas opções e decisões dos personagens. Poderia desenvolver um pouco melhor minha ideia aqui, mas seria spoiller e talvez – talvez! – essa minha opinião mude com a leitura do próximo livro.

Preciso, como sempre, agradecer a editora. Costumo fazer isso quando sinto o carinho depositado na edição. A capa é simples até, mas o acabamento do livro é impecável. A revisão é fina. E o acabamento colorido das páginas me encantou. Meus parabéns à V&R, achei as capas – incluindo já a do próximo livro, Deadfall – muito mais bonitas do que as gringas.

Eu comecei a leitura achando que não ia gostar muito, que era mais do mesmo, pelo clichê excessivo que exite na história, mas o a dinâmica do livro e o final que me deixou sem ar foi algo extremamente prazeroso nessa leitura e quero logo ler o próximo.

Recomendo essa leitura, e um pouco de paciência para se situar com a questão da narrativa, mas depois é tudo maravilhoso.

Espero que tenham gostado.
E se alguém aí já leu, me conte se gostou.
Adoro livros desse gênero, então me indiquem mais thrillers!!!

Até a próxima.
*.*

♠♥♣♦
Essa foi uma leitura do projeto Leitura Coletiva e os blogueiros participantes estão também compartilhando as suas opiniões sobre suas leituras. Dá uma passadinha lá pra ver!

Comentários

Comentários

3 Comments

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    Aline Julião 21 de outubro de 2015 (23:48)

    Eu vi esse livro em uma feira que teve por aqui em Recife.
    As estava absurdamente caro!
    R$47,00 lágrimas (kkk)
    Achei ele lindo e me interessei pela história.
    Li aqui e vi que as coisas acontecem rápido. Gosto muito disso.
    Beijos.

    • comment-avatar
      Marina Herrador 24 de outubro de 2015 (16:12)

      Whaaaaat!? R$ 47,00 dilminhas? Aaaaah não, assim não dá! Depois reclamam da falta de incentivo à leitura, né?
      É de chorar esses preços de livros… e que oscilam tanto, viu?
      Bjs

  • Deadfall – A Caçada, de Anna Carey – O que disse, Alice? 26 de março de 2017 (10:05)

    […] faz um bom tempo que eu li Black Bird e estava enrolando para ler a […]