Esse tal preconceito…

Oi, gente!

Olha, o papo de hoje é até um pouco repetitivo. Vamos falar sobre preconceito?
Essa coisinha chata, que se formos analisar nos mínimos detalhes chagamos a uma óbvia conclusão: é um conceito prévio de algo, mesmo sem saber a que veio, como é, como funciona, se é bom ou ruim.

Existem zilhões de tipos de preconceitos. Racial, político, de gênero, opção sexual, estereótipos… Bom, não vou entrar em méritos sobre a maioria dos tipos de preconceito que podem existir, pois o foco aqui é outro, embora o povo precise discutir um pouco mais sobre preconceito pra ver se a galera deixa de lado a babaquice e enxerga de uma vez que ninguém é melhor que ninguém, mas enfim… Vamos nos ater ao nosso motivo de discussão de sempre: livros. Tá bom, tá bom. E onde é que o preconceito entra?

Mas é obvio que no caso dos livros também temos preconceitos. E não é de um tipo só não, consigo – e vou! – enumerar aqui alguns casos.

O preconceito pode existir de leitores com relação a não-leitores e vice-versa. É bem comum que as pessoas achem esquisitinho quem lê demais e ao mesmo tempo os leitores subjugam aqueles que tem certa cisma ou simplesmente não conseguem ler. Bom eu acho que quem não tem o gosto pela leitura é porque simplesmente ainda não conheceu o livro certo, mas isso é assunto para um outro dia…

Tem aquele cidadão que quer morrer de te menosprezar quando você admite que seu maior interesse é por literatura contemporânea. Confesso que acho importante a
leitura de clássicos ou de autores mais renomados, mas isso requer uma afinidade com esse tipo de leitura e não é todo mundo que tem. Existem livros que têm uma narrativa mais carregada, que exigem mais do leitor, seja por interpretação ou vocabulário e vou dizer a vocês que não é que eu desgoste destes livros, mas, para dar conta de todas as atividades e ainda não deixar a leitura de lado, acabo optando sempre por algo mais leve. Acho que todos devem experimentar e conhecer tanto os clássicos quanto os contemporâneos, no entanto, não é porque o leitor gosta mais de um do que do outro, que deve ser considerado mais ou menos do que alguém. Resumindo: não seja metido a intelectual porque você leu Tolstói, Dostoievsky, Kafka ou qualquer outro. Não desbanque quem leu livros mais simples (ou não), mas que tem uma linguagem com a qual se identificam melhor. O mesmo vale para o oposto: não chame de “leitor chato” aquele que tem maior tendência à leitura de clássicos e pouco conhece sobre o contemporâneo.

Hoje em dia temos leitores – principalmente a geração mais nova- que é apegada num e-book. Assim, eu mesma fui bem resistente ao e-book, mas a praticidade que ele traz para a vida de um leitor é enorme. Não consigo abandonar os livros físicos, mas hoje leio tranquilamente no leitor digital. Só que já vi muita gente por aí dizendo: ai, você só lê e-book então não sabe o que é gosto por livros de verdade; ou então até mesmo blogueiros recusando parcerias porque só seria oferecido o livro digital. Oi? Livro é livro, gente. Não importa se é encadernado, digital ou manuscrito. É livro e ponto.

E pra fechar, porque já falei demais nesse desabafo, um outro preconceito muito
grande que vejo por aí – e isso, infelizmente ultrapassa a barreira dos livros e afeta muitas e muitas coisas por aí – é a questão do internacionalismo, se me permitem a invenção de palavras. Os seres humaninhos tem aquela coisa dentro de si de pensar que se é porque é nacional, obvia e obrigatoriamente será ruim. Essa premissa não é verdadeira. Temos muito conteúdo e uma ótima qualidade de literatura sendo produzida aqui, por nossos talentosos autores, sim. Claro que a dificuldade que eles enfrentam para se fazerem lidos é muito maior do que os autores estrangeiros, mas isso se dá pelo ciclo vicioso: as editoras não facilitam a vida, porque não vende; não vende, porque o mercado não é tão aberto e propenso a aceitar novidades nacionais. Simples. Acho que deu pra entender que devemos ampliar nossos horizontes, não é mesmo? Honestamente estou cansadinha de ver por aí: “nossa, nem parece autor nacional” ou, “por ser brasileiro até que é bom”. Já deu né?

Bom, esse foi meu nada pequeno desabafo. Espero que vocês tenham entendido um pouco do raciocínio. Precisava conversar com vocês sobre isso… E o que vocês acham?

Até a próxima.

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