Antes que eu vá, de Lauren Oliver

Oi, gente.

Confesso que eu pouco – ou arrisco até em dizer “nada” – sobre esse livro. Até já tinha ouvido falar da autora, acho que tenho um e-book não lido de Lauren Oliver, mas sobre Antes que eu Vá, nadinha! Até que, tive contato com o livro por conta do lançamento do filme. Então tá, vamos à leitura!

Bom, antes de mais nada, já quero esclarecer que aqui mostro livros  a vocês e exponho minha opinião pessoal. Eu acho que, se você se sente curioso com o livro aqui apresentado, deve sim lê-lo para poder ter sua própria opinião, concordar ou discordar comigo, gostar ou desgostar, ok? Resumindo, não me julgue só porque eu julguei o livro, combinado?

ANTES QUE EU VÁ

(Before I fall)

 

Autora: Lauren Oliver

Editora: Intrínseca

Páginas: 368

Ano: 2011

 

Sinopse: Samantha Kingston tem tudo: o namorado mais cobiçado do universo, três amigas fantásticas e todos os privilégios no Thomas Jefferson, o colégio que frequenta — da melhor mesa do refeitório à vaga mais bem-posicionada do estacionamento.

Aquela sexta-feira, 12 de fevereiro, deveria ser apenas mais um dia de sua vida mágica e perfeita. Em vez disso, acaba sendo o último. Mas ela ganha uma segunda chance. Sete “segundas chances”, na verdade. E, ao reviver aquele dia vezes seguidas, Samantha desvenda o mistério que envolve sua morte — descobrindo, enfim, o verdadeiro valor de tudo o que está prestes a perder.

Em uma noite chuvosa de fevereiro, Sam é morta em um acidente de carro horrível. Mas em vez de se ver em um túnel de luz, ela acorda na sua própria cama, na manhã do mesmo dia. Forçada a viver com os mesmos eventos ela se esforça para alterar o resultado, mas acorda novamente no dia do acidente.

O que se segue é a história de uma menina que ao longo dos dias, descobre através de insights desoladores, as consequências de cada ação dela. Uma menina que morreu jovem, mas no processo aprende a viver. E que se apaixona um pouco tarde demais.

Samantha Kingston, ou Sam, adora o dia 12 de fevereiro. O dia do cupido é o dia mais esperado por ela e por suas três melhores e inseparáveis amigas, Lindsay, Elody e Ally.

O dia 12 de fevereiro sempre foi importante na vida de Sam, mas desta vez até o que parece estar igual, pode ser diferente. O dia do cupido é o dia para medir a sua popularidade na escola, por meio de quantas rosas você recebe, neste dia do cupido, é o dia de Sam perder sua virgindade com o namorado Rob, é o dia da festa de Kent, é um dia interminável, é o dia da morte da Samantha.

Ela e as quatro amigas, na volta da festa de Kent, o esquisitão do colégio, um clarão, um barulho. No instante seguinte, Samantha desperta. 12 de fevereiro: Dia do Cupido.

Então não foi real? Foi apenas um sonho?  Sam tenta seguir sua vida. As 24 horas seguintes são apenas 24 horas de deja vú, nada mudou. Aconteceu novamente. Sam está presa em sua própria vida, revivendo seu último dia por sete vezes, questionamentos sobre si própria surgem, mudanças precisam acontecer para que ela saia desse looping eterno de seu último dia e siga em frente, se desamarre do que a prende.

“Eis outra coisa a se lembrar: a esperança o mantém vivo. Mesmo quando você está morto, é a única coisa que o mantém vivo.”

Como eu disse lá no início dessa nossa conversa, esse nunca foi um livro que me chamou muita atenção e nem mesmo tinha ouvido falar muito, fiquei mais a par do que se tratava com a proximidade do lançamento da adaptação para o cinema. Bom, eu tinha uma suspeita, uma expectativa bem baixa e, infelizmente, tudo isso se confirmou. Vou me explicar.

Eu realmente queria entender o que a autora teria feito para que a leitura não fosse maçante, ao revivermos sete vezes o mesmo dia, as mesmas situações, no decorrer da narrativa. Apesar das poucas variações e mudanças de atitude da nossa protagonista, essa releitura do último dia de Sam e sua evolução pessoal não me convenceram. Além desta parte da narrativa em looping, definitivamente não consegui criar uma empatia com a protagonista e suas inseparáveis amigas. Estamos aqui falando de garotas fúteis e mimadas e, sério, impossível alguém ser tão superficial como elas são. Apesar de Sam ter dado um passo ao seu amadurecimento, à sua própria evolução, em notar o que realmente importa e perceber a pessoa horrenda que ela era, ao meu ver falta alguma coisa. Falta algo que empolgue essa leitura. De verdade, não consegui me envolver em nenhum momento. Tudo me repelia.

Eu tenho sérios problemas com livros ou filmes que lidem com a questão tempo. Para entender melhor que quero dizer é só acompanhar o meu raciocínio de que toda e qualquer atitude que você tem hoje tem impacto definitivo em seu futuro. Logo, se Sam a cada diz que vive tenta fazer algo diferente, tudo seria diferente dali pra frente, não só um detalhe ou outro. Essa falha de narrativa me incomoda. É óbvio que fica claro que não importa o que ela faça, sempre vai estar presa naquele dia, mas ao menos até o momento dela “dormir” tudo deveria ser diferente.

Com uma avaliação muito baixa, eu realmente não empolguei com esta leitura. Lauren até escreve bem, mas criou personagens detestáveis. Talvez pessoas mais jovens se interessem um pouco mais, tipo se eu fosse mais YA, quem sabe? De qualquer modo, fica aqui a dica de leitura, porque pode ser que você se encante com essa história, que não deixa de ser uma boa ideia, mas acho que a autora não foi muito feliz em seu desenvolvimento.

Até a próxima.

*.* 

Comentários

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2 Comments

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    Bárbara Carollo 27 de junho de 2017 (17:51)

    Oi, Mah!
    Confesso que eu também não estava com muito interesse em ler esse livro e agora vou pensar muito antes de dar uma chance a ele. A sensação que eu tive lendo sua resenha é que essa obra é maçante ao não trazer muitas novidades nessas 7 repetições do dia da protagonista.
    Não sou a favor de trocar os livros pelo filme, mas acho que esse é um bom exemplo de história que talvez fique melhor na adaptação cinematográfica.
    Beijos,

    versosenotas.blogspot.com.br

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      Marina Herrador 27 de junho de 2017 (20:13)

      Oi, Bah.
      Então… nesse caso acho que nem essa parte, pensando em adaptação realmente funciona. Achei o filme um pouco preguiçoso, mas com certeza muito menos maçante que o livro, viu?
      Bjs*.*