Clube do Livro: a nova mania?

Oi, gente.

Com certeza, se você segue grupos de leitores nas redes sociais, autores, editoras e todo o tipo de conteúdo que esteja relacionado à leitura, já deve ter se deparado com um – ou mais de um! – clube do livro. Vamos conversar um pouquinho sobre isso, porque a nova moda talvez não seja tão novidade assim.

Uma coisa é fato nesse mundão, que nada se cria e tudo se copia. Talvez copiar seja uma palavra um pouco forte na maioria das vezes, mas que a gente se inspira e recria com base em ideias preexistentes, é a mais absoluta verdade. E o que isso tem a ver com o papo sobre os “clubes de livros”? Bom, não sei se é do conhecimento de todos vocês, mas essa novidade do momento já existia – e dava muito certo! – lá nos anos 70. O “Circulo do Livro”, como era conhecido esse sistema de clube funcionava um pouco diferente dos clubes de hoje. A partir de um acordo entre a Editora Abril e uma editora Alemã, o catálogo do “Círculo” era bem extenso, com muitos títulos cedidos mediante acordos com outras editoras, porém impressos e com acabamento feito por gráfica própria. O associado só poderia integrar o clube através de indicação de outro sócios e todos estes, quinzenalmente, tinham acesso ao catálogo de livros à disposição para escolha através da Revista do Livro e, uma vez membro do clube, o associado tinha a obrigação de adquirir livros, tinham uma cota que tinha que ser o mínimo a ser adquirido. Tudo isso pode ser pesquisado hoje na internet, mas eu digo a vocês que o catálogo era realmente incrível. Tenho alguns títulos do Círculo aqui em meu acervo particular, pois minha avó era associada e tinha muitos – e muitos! – livros deles, porém grande parte da biblioteca dela foi doada antes que eu “tomasse posse”, inclusive a coleção completa das obras de Ághata Christie que o Círculo publicou hoje espero que estejam boas mãos.

 

Se você for pensar e analisar friamente, apesar de não existir hoje o sistema que, ao meu ver, não deixava de ser piramidal que existia entre os sócios do Círculo, os clubes de hoje tem basicamente a mesma essência. Ao pagar um valor mensal, uma assinatura, você receberá um livro, que normalmente virá acompanhado de mimos relacionados ao tema ou ao universo literário, os livros dos clubes são obtidos através de parcerias entre os organizadores e as grandes editoras, entretanto a grande diferença do clube que viveu no passado para os de hoje é o fato de que não podemos escolher o livro que será recebido. O retorno do clube trouxe junto algo muito importante: o elemento surpresa.

Apesar de achar os preços um pouco salgadinhos das assinaturas, resolvi abraçar as origens de vovó e integrar um dos clubes. Fui um pouco resistente devido exatamente ao fato da surpresa. Eu, às vezes, sou um pouco relutante a ampliar meus horizontes e diversificar minhas leituras, mas preciso e todos nós precisamos. Você deve estar se perguntando “o que fez o clube do livro acabar?” A má administração fez com que o negócio, que não começou bem das pernas, mas que depois de uns 5 anos operando engrenou, e mesmo tendo chegado a uma média de 800 mil sócios, depois de quase 30 anos operando, o negócio acabou.

Hoje temos muitas opções de clubes como a Tag Livros, Clube Skoob, Leiturinha (dedicado a livros infantis), Clube do Livro Online, Turista Literário, Garimpo e se você procurar tem outros despontando por aí, alguns mais segmentados até como clube de livros espíritas, romances e por aí vai.

Eu acabei optando pela Caixa Clube Skoob. Confesso que não tenho uma motivação muito específica, talvez porque eu acredite que esse é o tipo de clube que vai conseguir me fazer atingir o objetivo de diversificar o meu próprio catálogo de leitura, não sei. Vou experimentar um tempo e ver no que vai dar. Ainda não recebi a minha primeira caixa, mas estou ansiosa por isso. Com certeza mostrarei tudo pra vocês e depois dividirei minha opinião. É só ficar espiando nas redes sociais por aí.

 

Até a próxima.

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