As listas de Ellen, de Renata Varela

Oi, gente.

O livro que vou comentar hoje é um daqueles que eu normalmente pego para tentar desanuviar ou então para dar uma quebrada em algum livro mais tenso ou denso que tenha lido. É bem mais raro vocês verem por aqui livros desse gênero, não porque eu não goste de chick-lit, mas acredito que é por não ser 100% fã mesmo. O chick-lit, para mim, está no mesmo nível da escala em que um filme da Sessão da Tarde. Tem seu valor, mas é puro e simples entretenimento.

E deixando um pouco de lado toda essa questão, vamos falar sobre o livro descontraído da autora Renata Varela, que é As listas de Ellen.

 

 

AS LISTAS DE ELLEN

Autora: Renata Varela

Editora: Amazon

Páginas: 281

Ano: 2016

Gênero: Romance; Chick-Lit

Sinopse: Ellen Farley é jornalista de fofoca de uma revista não muito famosa, em Nova York.  Nesse mundo onde tudo vira notícia, Ellen fica sabendo de uma que não lhe agrada muito: rolam boatos pela redação sobre um corte de custo e o pescoço de Ellen está quase sendo cortado. Para melhorar, Max, seu namorado há três anos decide que a química não está mais funcionando e termina tudo. Com o emprego mais para lá do que para cá, Ellen – que tem mania de fazer listas – cria uma lista com possíveis empregos a quais se candidatar caso vá para o olho da rua. Um desses empregos é na revista Social Feminin, uma das poucas que cresceu no ano anterior. Num momento de insanidade, Ellen manda sua ficha para a revista, que logo a chama para uma entrevista. É aí que ela conhece Brandon Morgan, o novo redator-chefe da revista, o homem que pode mudar sua vida – em um sentido além do profissional.

 

Na verdade, a avaliação do Skoob foi 3,5!!!

Quando tudo acontece ao mesmo tempo…

Ellen é jovem, tem apenas 24 anos e muita coisa por viver ainda. O que acontece é que ela tem uma vida um tanto quanto previsível e há tempos não é colocada fora da sua zona de conforto. Com um relacionamento sério e estável há alguns anos, mora junto com o namorado Max. Trabalha há anos em uma revista que, assim como muitas outras, está passando por uma crise, uma certa decadência muito comum a vários produtos desse setor, devido à internet. Se as coisas não mudarem, a revista vai encerrar suas atividades. Ellen, então, deve agora escrever para o site da revista, porém, o que não tem agradado muito a ela é a futilidade de ficar sempre somente falando sobre a vida alheia, vidinha de colunista de fofoca, mas… é o que tinha para hoje.

Com toda essa incerteza na sua carreira, devido à situação atual da revista, surge uma luz no fim do túnel: a Social Feminin, revista ícone do setor está contratando! A redação, principalmente Ellen e sua amiga Brenda, ficam em êxtase e a ansiedade toma conta.

E é nesse processo confuso em que a vida de Ellen começa a seguir um novo rumo e sua zona de conforto começa, aos poucos, se dissipar. É o fim de seu relacionamento com Max – um babaca e fraco, por sinal! –, é demitida, a sua melhor amiga Brenda está grávida e agora elas dividem o apartamento e, sim, é chamada para uma entrevista na Social Feminin e conhece o deslumbrante editor-chefe da revista, Brandon. Uau! Pouca coisa acontecendo junto, não é mesmo? Mas vou contar uma coisa pra vocês, que acho que foi isso o que achei a melhor parte do livro. Desculpem aqueles que ainda acreditam em contos de fadas, mas a vida é assim: as coisas nunca vem sozinhas. A vida é uma enxurrada de acontecimentos, sejam bons ou ruins, sempre.

 

Romanceando a vida real…

Bom, já disse um dos pontos que me fizeram achar a leitura interessante, além do fato que mencionei lá no comecinho do post, sobre a questão de ser um livro leve e descontraído. É uma pegada que me remete muito à Sophie Kinsella, mas acredito que aqui esteja sendo repetitiva, porque acho que todo chick-lit que eu ler na vida vou me lembrar de Sophie.

De qualquer forma, falando da narrativa em si, achei uma ótima construção. O ritmo foi mantido a todo momento, não houve uma linearidade e isso é interessante, mas infelizmente um lance que podia ter sido mais e melhor explorado é justamente o que se espera – ou eu pelo menos esperei do livro – as listas! Elas se perderam. Tanto se perderam que vocês podem perceber que quase nem mencionei, ou não as mencionei de fato, por aqui. O foco acabou indo completamente para a vida da Ellen, seus anseios, pensamentos e aflições; a aproximação e a dúvida com relação às ações de Brandon; e, até mesmo, os laços de amizade que existe entre ela, Brenda e Andy, roubam a cena com relação às listas. Se eu pudesse dar um conselho para uma nova edição, diria a autora para explorar melhor esse lado, afinal, deveria ser o ponto chave do livro.

O romance ou amizade colorida entre Ellen e Brandon é fofo, mas achei que ele forçou muito a amizade no começo, mas depois acostumei. Brenda e Andy, são os amigos extremamente peculiares de Ellen e não tem como não amar. De verdade.

Conforme disse a vocês, é um livro leve e descontraído. o livro está disponível para venda somente no formato de livro digital (e-book) e vale super a pena!

Até a próxima.

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Conheça outro título da autora Renata Varela:

Só por uma noite, de Renata Varela

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