A letra das pessoas

Oi gente!!! 
com certeza vocês já viram que as redes sociais estão bombando de fotos mostrando a caligrafia das pessoas, né!? 
Pois é… aderi também, claro! 
Não iria ficar de fora, pois, logo eu, que adoro rabiscar papéis enquanto estou ao telefone no trabalho, tenho cadernos e mais cadernos e infinitos bilhetinhos com anotações espalhados por aí!
E de onde surgiu isso? 

Pesquisei por aí e descobri que essa ‘campanha’ começou no dia 1º de Março, a partir de uma foto publicada por uma designer carioca, Clarinha Gomes :

“Com toda a sua cadência, particularidades, incongruências, hesitações… Eu adoro a letra. #aletradaspessoas”.

E óbvio que em instantes já tinha viralizado. Mas entre taaaaantas coisas bizarras, inúteis e bobas que se viralizam, tá aí um viral bacana, que de certa forma faz a gente pensar. 
A gente tem tanta tecnologia fazendo parte da nossa rotina e da nossa vida hoje em dia, que parece até que nem sabem mais fazer algumas coisas.
Me explico: temos hoje facilidades de comunicação, mas são tantas e é tudo tão prático e fácil, que as pessoas se esquecem de se aproximar de verdade. Nos esquecemos o quanto é bom fazer uma visita, dar um telefonema para desejar feliz aniversário, ou até mesmo de se esforçar para se lembrar do aniversário de alguém –  o Facebook faz isso. 
Acho que publicar uma foto e participar dessa campanha vai além de mostrar ao mundo a sua letra. Te faz pensar! Bom, pelo menos a mim fez.
Vejo a dificuldade que os professores têm em alfabetizar as crianças e até mesmo aos adolescentes, que já nascem sabendo manusear um tablet, mas nunca pegaram em um livro impresso; que conversam pelo whatsapp diuturnamente, mas não sabem como funciona uma agência dos Correios para enviar uma carta – sim, nem tudo é possível de ser resolvido por e-mail! -; e por fim, os corretores ortográficos que além de nos tornarem autores das frases mais engraçadas do mundo, fazem com que as pessoas nem sequer se preocupem em escrever direito, mas e com papel e caneta, como faz? 
Claro que fui um pouco extremista em meus exemplos, mas é que eu – mesmo não sendo tão velha assim – vivi toda essa evolução, pois quando eu era pequena não existia computador em casa, os trabalhos da escola eram feitos à mão; as pesquisas não eram feitas no Google, mas sim em bibliotecas e enciclopédias e isso me lembra até das tardes que passava fazendo meu avô procurar as coisas na Barsa comigo!!! – apesar de eu achar que o Google é invenção dos deuses e do demônio ao mesmo tempo e a melhor coisa do mundo de hoje!
Sei lá. Mostre sua letra, conheça a letra das pessoas, mas o mais importante: perceba que a tecnologia tem em mesma proporção aproximado e distanciado as pessoas. Facilitado a troca de informações em um mundo globalizado, que é formado por uma sociedade cada vez mais fria e que nos distancia uns dos outros. 
Mas como não poderia deixar de ser:
Não é das melhores, mas é minha. 
E qual é a sua!? 
#aletradaspessoas
Até a próxima!
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