As Perfeccionistas, de Sara Shepard

Oi, pessoas.

Eu tenho o costume de experimentar leituras novas, de estilos que não gosto tanto ou que não são os meus preferidinhos. Nessa coisa de experimentar, também procuro por autores novos, que todo mundo comenta, mas que eu ainda não tive contato direto com a escrita, até mesmo para formar a minha opinião. Desde que todo mundo comentava sobre Pretty Little Liars eu tinha vontade de conhecer a autora Sara Shepard, porém rolava uma certa – uma baita! – preguiça, porque a série é enorme: são 16 livros (me corrijam se eu estiver errada)!!! Ai, gente… muita coisa, né? Então, com o lançamento do livro As Perfeccionistas eu percebi que podia, finalmente, conhecer a escrita da autora.

Na verdade, não sei se eu não havia entendido a informação ou se não sabia mesmo, mas comecei a leitura, achando que era um livro único, mas este é o primeiro de uma dualogia. Então, até dá pra encarar.

AS PERFECCIONISTAS

 

(The Perfectionists – Livro 1)

Autora: Sara Shepard

Editora: Rocco

Ano: 2017

Páginas:

Gênero: Jovem adulto; Suspense

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Sinopse: Uma nova trama: cinco garotas e um crime. Desta vez, o cenário da trama é Beacon Heights, Washington, onde Mackenzie, Ava, Caitlyn, Julie e Parker frequentam o último ano do ensino médio. Enquanto planejam seu futuro e lidam com suas próprias questões pessoais e familiares, algumas nem um pouco louváveis, as cinco descobrem algo em comum: todas elas odeiam o mesmo garoto, o rico e convencido Nolan. E arquitetam um plano de assassinato perfeito. Mas quando Nolan aparece morto exatamente do jeito que elas haviam imaginado, Mackenzie, Ava, Caitlyn, Julie e Parker precisarão provar que não são culpadas, enquanto suas vidas – e seus segredos – desmoronam ao redor

Você não tem que ser bom para ser perfeito.

Em Beacon Heights o que importa é ser perfeito, ainda que isso signifique ter ou ser um castelo de cartas prestes a ruir. Mackenzie, Ava, Caitlin, Julie e Parker são cinco alunas do colégio, elas não tem muito em comum, a não ser Nolan Hotchkiss. O garoto é o perfeito dos perfeitos de Beacon Heights, mas isso tudo às custas de um legado de destruição nas vidas alheias. Ser um bully pode ter seu preço e Nolan pagou caro por isso. As cinco garotas arquitetaram uma maneira de pôr um fim naquilo tudo e vingarem seu sofrimento, mas nem imaginavam a reviravolta e o desfecho que esta brincadeira teria, consequências sérias e irreversíveis, que elas nem imaginavam.

Imprevisivelmente confuso

Não sei nem muito bem por onde começar. Mas vocês devem imaginar que eu não tenho lá muitos elogios a fazer sobre a leitura, mediante a minha baixíssima avaliação sobre o livro, não é? Mas vamos por partes.

Vou começar pela parte que mais me incomodou, de verdade, no decorrer de toda a leitura. A maneira como a autora retrata a condução da investigação por parte da polícia é piada. Sério! Em que lugar do universo investigadores entram em uma escola, mesmo já sendo High School, onde eu suponho então que os personagens tenham entre 17 e 18 anos, e sai perguntando coisas a torto e a direito? Assim, do além… É meio surreal o comportamento da polícia, de verdade. Mas, mais surreal que a polícia são os pais das protagonistas. Eu já vi pais ausentes, negligentes e coisas assim, mas ali não tem um normal. É um bando de gente relapsa. Um garoto morreu, as investigações estão sendo conduzidas e a polícia revira a sua casa porque sua filha é uma das suspeitas, mas tudo bem, vamos nos limitar a dizer: Filha, você não fez nada, né?

Me irritei, de verdade com uma história construída com pessoas e atitudes tão inverossímeis.

Outro fato que para mim não deu certo, mas também não é de todo ruim, é que são muitas protagonistas e existe uma necessidade de conhecermos essas garotas a fundo, porque conhecer isso nos faz entender a motivação da atitude inicial que foi arquitetada para prejudicar Nolan. No entanto, é tudo muito raso. A autora coloca a narrativa sob o ponto de vista de todas elas, tentando nos mostrar os fatos do passado que levou as meninas até aquele momento. Mesmo assim, não consegui ter empatia alguma por nenhuma delas e sentir uma dor que justificasse você querer tirar a vida de alguém.

Assim como é de se esperar de um YA,  a leitura é extremamente fluida. Entretém na medida certa. É gostoso de se ler porque é bem diagramado, bem escrito, mas é extremamente raso, mas o que acho que me prendeu é que apesar de trabalhar tudo e nada ao mesmo tempo, o livro contém uma dose de suspense que te prende. A condução dos fatos para o desfecho, ou desfecho parcial para dar o gancho para o próximo livro, é feita de uma maneira que surpreende. Quando a história está caminhando para o final, a narrativa ganha outro tom. Dá a impressão que a autora finalmente pegou o embalo da coisa e fica bem melhor, o que me faz ter vontade de ler o próximo volume apenas por curiosidade de saber que rumo essa coisa toda vai ter.

Resumindo as mil coisas que eu disse, acho que é um livro bem ok, mas não mais do que isso. E aproveitando, se quiserem me indicar livros YA para leitura, serão extremamente bem vindos.

Até a próxima.

*.*

2 Comments

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    Natalia 23 de Janeiro de 2018 (19:40)

    Eu nunca tinha ouvido falar nesse livro.
    Mas acredito que essa leitura não seja pra mim.
    Eu sou muito chata com histórias e enredos e quando me deparo com coisas inverossímeis, como você disse, já me desagrada bastante. Ainda que a história tenha uma pegada legal, mas se não convencer… Não rola.

    Abraços,
    Naty
    http://www.revelandosentimentos.com.br/

    • comment-avatar
      Marina Herrador 24 de Janeiro de 2018 (11:35)

      Super te entendo, Natália!