Cinquenta Tons de Cinza, de E.L. James

Oi gente!
Com certeza tem muita gente passando mal de ansiedade para o filme estrear logo, né?! Muita calma, minha gente… faltam menos de 24horas para existir um Christian Grey materializado bem em frente a nós.
Tá bom, tá bom! Exagerei, mas poderia dizer ‘a cores’ pelo menos, já que não rola um Sr. Grey ao vivo. 
Enquanto isso, pra driblar a ansiedade resolvi reler o primeiro livro da trilogia.
Aproveitando para relembrar e comentar aqui no blog, já que quando eu li – há alguns aninhos atrás – a ideia de tornar minha opinião algo público era mais remota do que a possibilidade de eu voar no Charlie Tango e o blog nem era um projeto concreto em minha vida. 

Na época em que li o livro pela primeira vez – há uns três anos atrás, se bem me lembro – não tinha muitas expectativas. Conheci o livro através de um amigo que comentou comigo que estava lendo, e me interessei, mas isso foi bem antes de toda a euforia acontecer. Eu já estava quase terminando o livro quando o ‘efeito Sr. Grey’ tomou conta do público feminino. 

Por um lado isso foi bem bom, pois consegui ter a minha opinião bem aleatória e uma leitura não influenciada, e tenho quase certeza que se eu tivesse lido o livro tempos mais tarde de todos os comentários que corriam por aí, acho que teria criado expectativas bem mais altas e Christian não seria um personagem pretendente ao meu coração em potencial. 
Contado a vocês sobre a minha relação passada com o livro, essas coisas de primeiro encontro e tal, vamos às impressões. E vale ressaltar que com a releitura, não mudei em nada minhas opiniões, talvez algumas perspectivas, somente. 
Meu ponto de vista pode ser resumido em: é um ótimo livro, de narrativa envolvente, personagens tridimensionais e densos, mas… – é óbvio que teria um ‘mas’ – não passa de um romance bem escrito. Deixando de lado as cenas de sexo, que em alguns momentos apesar de instigantes se tornam repetitivas, teremos um livro de aproximadamente 150 páginas – não, esse cálculo não é lógico, é uma simples estimativa da minha cabeça lunática -, ou 200 no máximo, de um romance puro e simples. 
Garota conhece garoto em situação inusitada e inesperada. O que poderia ser uma paixão platônica torna-se uma tórrida e ardente relação de amor, submissão e descoberta – sentimentos existentes para os dois lados, com suas ressalvas. 
E assim a trama se desenrola. Christian se revela o homem mais irresistível, sedutor e apaixonante da face da Terra – não sei vocês mas tudo nele faz com que se fique boquiaberto, até suas dúvidas e indecisões; Anastasia é uma menina comum, deslumbrada e ao mesmo tempo instigada por saber o que há por trás daqueles ’50 Tons’ de mistério – que mulher nunca achou que poderia ‘consertar’ um homem?!
E por aí segue a narrativa envolvente e sedutora, de um galã que pode tudo, que é praticamente dono do mundo e não quer medir esforços para possuir Anastásia – sim, utilizei o termo certo – e ela, por sua vez, não sabendo ao certo que rumo tomar, que caminha escolher. 
Ao mesmo tempo que eu me deixei envolver por toda a mudança nas nuances de Christian, acredito que existe nele uma descoberta dele mesmo e de sentimentos que ele possa ter, em contrapartida ao amadurecimento nítido de Ana no desenrolar de toda a história, porém, os dois, sem perderem suas personalidades e essência. E no final, quem é que é o dominador e quem será o dominado?!

“-O Senhor fala como um maníaco por controle. – As palavras saem da minha boca antes que eu possa impedí-las. 

-Ah, eu controlo tudo, Srta, Steele – diz ele sem nenhum vestígio de humor no sorriso.”

Fica aí a minha opinião sobre a minha leitura de Cinquenta Tons de Cinza (Fifty Shades of Grey – Livro 1) e realmente quis fazer essa releitura logo agora antes da estreia do filme, para ter tudo bem fresquinho na cabeça e conseguir fazer uma boa comparação da adaptação do roteiro. Ai, que ansiedade – e medo!!! 

Meu encontro com Sr. Grey está marcado para mais tarde… depois conto como foi!!!!

Até a próxima.
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Sinopse:

Quando Anastásia Steele entrevista o jovem empresário Christian Grey, 

descobre nele um homem atraente, brilhante e profundamente dominador. Ingênua e inocente, Ana se surpreende ao perceber que, a despeito da enigmática reserva de Grey, está desesperadamente atraída por ele. Incapaz de resistir à beleza discreta, à timidez e ao espírito independente de Ana, Grey admite que também a deseja – mas em seus próprios termos. Chocada e ao mesmo tempo seduzida pelas estranhas preferências de Grey, Ana hesita. Por trás da fachada de sucesso – os negócios multinacionais, a vasta fortuna, a amada família -, Grey é um homem atormentado por demônios do passado e consumido pela necessidade de controle. Quando eles embarcam num apaixonado e sensual caso de amor, Ana não só descobre mais sobre seus próprios desejos, como também sobre os segredos obscuros que Grey tenta manter escondidos…


Autor: E.L. James

Editora: Intrínseca

Páginas: 480
Edição/Ano: 1ª Edição – Agosto/2012


Avaliação

Muito bom!!!

Comentários

Comentários

2 Comments

  • TAG Desnecessário – O que disse, Alice? 19 de outubro de 2017 (19:24)

    […] minha opinião, não é todo livro que comporta ser reescrito sob dois pontos de vista. A série de E.L. James já tinha causado o furor que precisava, mas acho que ficar insistindo em uma mesma história pra […]

  • Muitas coisas… – O que disse, Alice? 19 de outubro de 2017 (19:25)

    […] livro da série. Eu não sei, a trilogia não era de tudo ruim, tinha seus pontos positivos – leia o que eu achei sobre 50 Tons aqui -, mas eu acho que se estender muito sobre uma mesma história não mostra sua qualidade coo autor, […]