Lágrimas de Ternura

Passei a tarde em seus braços. 
Pensamentos me invadiram, e me invadiu também seu calor.

Sua respiração em minha nuca, sons que confundia com meus próprios devaneios, em um emaranhado de verdade e ilusão. 
Lágrimas irromperam. Adormeci. 
Ao despertar, não acreditei no que vi. O que outrora não conseguira distinguir, agora sabia, estávamos nós dois realmente ali. 
Não me contive. O abracei mais forte que pude e o que não pude foi conter as novas lágrimas que surgiram. 
Era um choro delicado e silencioso. Um choro escondido, assim eu achei. E de repente ele estava ali, me embalando em seus braços e abraços, cada vez mais apertados a cada lágrima que surgia. 
Me apertava contra seu peito, afagava meus cabelos e dizia somente as palavras que eu queria ouvir: estou aqui. 
Um sussurro. 
Instantaneamente as lágrimas cessaram. Essas, que antes transcendiam a minha dor e tristeza, são agora somente pequenas gotas que esvaem do meu corpo que necessita exalar minha eterna gratidão e desejo do que vivo agora. Esse abraço, esse afago, esse sussurro, esse amor. 
E quem é ele?
Na verdade ainda não sei, mas o senhor das minhas lágrimas com certeza também será o senhor do meu sorriso e que me fará perder a razão. 

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