A Evolução de Calpúrnia Tate, de Jacqueline Kelly


Curiosa igual a personagem de Calpúrnia Tate, ou também conhecida como Callie Vee, o que despertou minha vontade de ler esse livro foi o fato de pensar em uma garotinha, no final do século XIX, com desejos diferentes daquilo que era comum a meninas – futuras mulheres – da época. Não posso negar, que a capa me chamou muita atenção também, inclusive pelo fato de que essa edição, traz consigo seu próprio marcador de páginas – delírio dos colecionadores amantes de livros!

“Um dia eu teria todos os livros do mundo, prateleiras e mais prateleiras deles. Viveria em um torre de livros. Leria o dia todo e comeria pêssegos. E, se algum jovem cavaleiro de armadura ousasse gritar em seu cavalo branco, me pedindo que soltasse o cabelo, eu o bombardearia com caroços de pêssego até que fosse para casa.”

Com uma narrativa leve e cheia de curiosidades, a autora conseguiu me fazer crer que realmente a menina de 11 anos estava narrando suas pequenas aventuras científicas e de descobertas. Acredito que, da maneira que a narrativa foi construída, essa obra pode ser indicada a adultos e crianças. Outra coisa interessante que a obra nos traz, é a diferente realidade entre os garotos e as garotas, o que se pode – e deve – almejar de seu futuro ou não. Para Callie Vee, não é normal uma garota não poder se interessar por ciência, por naturalismo, por Darwin e a Evolução das Espécies, nem muito menos poder passar dias, tardes e noites na companhia de seu, um tanto quanto excêntrico, avô em seu laboratório… E que problema havia nisso? Calpúrnia tinha fé que a ciência, do modo que fosse, poderia mudar sua vida. No fim não sei se a mudou, mas com certeza a transformou.
Essa evolução toda na vida da menininha é  trabalhada de maneira suave, doce e descomprometida, como a vida de uma criança deve ser. Permeada por alguns pequenos fatos históricos da virada do século, não posso dizer que é uma leitura arrebatadora e supreendente, mas que é um retrato da vida de Callie Vee: alegre, suave, doce e descomprometida.

Sinopse:

Calpúrnia Virginia Tate tem 11 anos em 1899, quando pergunta o porquê de os gafanhotos amarelos em seu quintal serem tão maiores do que os verdes… Com uma pequena ajuda de seu notoriamente mal-humorado avô, um ávido naturalista, ela descobre que os gafanhotos verdes são mais fáceis de ser vistos contra a grama amarela e, por isso, são mortos antes que possam ficar maiores.Por gostar de explorar a natureza ao seu redor, Callie acaba criando um relacionamento próximo com seu avô enquanto enfrenta os desafios de viver com seis irmãos e se depara com as dificuldades de ser uma garota na virada do século.Em seu livro de estreia, Jacqueline Kelly habilmente traz Callie e sua família para a vida, capturando o crescimento de uma jovem com sensibilidade e humor.

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