Fim, de Fernanda Torres


Crônicas, situações cotidianas e um fim – estranha coincidência – previsível como a morte e sem muitas reviravoltas. Uma narrativa bem linear, faz de fim uma leitura leve, mas um tanto quanto restritiva.

Vale a pena pelo estilo de Fernanda que, se você já assistiu a entrevistas dela, ou ate mesmo alguns personagens, percebe que em seu primeiro livro utilizou uma linguagem bem despojada e que a retrata bem.
Enfim, uma leitura bem despretenciosa.
“Eles são cariocas, se conheceram na praia, foram companheiros de vadiagem em blocos de carnaval, viveram o desbunde dos anos 1960, as festas movidas a álcool, sexo e pó. Suas vidas testemunharam um pais que virava de cabeça para baixo em costumes e valores: e esse o pano de fundo dos excessos, separações e arrependimentos que compõem as historias de Fim.
Alvaro, Silvio, Ribeiro, Neto e Ciro são figuras muito diferentes, mas partilham não apenas o fato de estarem no extremo da vida, como também o acanhamento dos horizontes. Sucesso, realização pessoal e serenidade estão fora de questão – ninguém parece capaz de colher no fim das contas mais do que um inventario de frustrações.
Ha graça, sexo, sol e praia nas paginas de Fim. Mas elas também são cheias de resignação e melancolia. Humor sem superficialidade, lirismo sem cafonice, complexidade sem afetação: de que mais precisa um romance para dizer a que veio?”

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