Então, o que é literatura?

literatura
li.te.ra.tu.ra
sf (lat litteratura)
1 Arte de compor escritos, em prosa ou em verso, de acordo com princípios teóricos ou práticos.
2 O exercício dessa arte ou da eloquência e poesia.
3 O conjunto das obras literárias de um agregado social, ou em dada linguagem, ou referidas a determinado assunto: Literatura infantil, literatura científica, literatura de propaganda ou publicitária. 4 A história das obras literárias do espírito humano.
5 O conjunto dos homens distintos nas letras.

Alguns tipos de literatura
L. amena: literatura recreativa; beletrística.
L. de cordel: a de pouco ou nenhum valor literário, como a das brochuras penduradas em cordel nas bancas dos jornaleiros.
L. de ficção: o romance e o conto (também se diz simplesmente ficção).
L. oral: todas as manifestações culturais (conto, lenda, mito, adivinhações, provérbios, cantos, orações etc.), de fundo literário, transmitidas por processos não gráficos; parte do folclore.

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Oi gente!

Acho que vocês perceberam que comecei a falar com vocês hoje de uma maneira um pouquinho diferente que de costume, né?
Pois é… ontem, em uma entrevista ao site IG On, a escritora Ruth Rocha, que completa nesse ano de 2015 seus 50 anos de carreira fez uma declaração de uma opinião que provocou uma certa euforia nas redes sociais.
Pra quem ainda não sabe do que se trata, as polêmicas e discussões surgiram porque ao ser questionada sobre os best-sellers de ficção atuais e depois mais especificamente sobre Harry Potter, Ruth não poupou palavras e foi direta:
“Isto não é literatura, isto é uma bobagem. É moda, vai passar. Criança deve ler tudo, o que tem vontade, o que gosta, mas eu sei que não é bom. O que eu acho que é literatura é uma expressão do autor, da sua alma, das suas crenças, e cria uma coisa nova. Esta literatura com bruxas é artificial, para seguir o modismo. Acho que o Harry Potter fez sucesso e está todo mundo indo atrás.
(…)
Não acho errado os livros fazerem sucesso. Eu gosto porque acho que as crianças lêem, mas eu não gosto de ler “Harry Potter”, não acho que é literatura.”
Trecho retirado da entrevista publicada no IG On em 27.04.2015
E eu sei que ninguém me perguntou nada, nem tá me entrevistando, mas quero falar! – eu sou assim mesmo!!!
Antes de mais nada, quero deixar bem claro aqui que acredito em democracia e liberdade de expressão, ok? Ninguém é obrigado a concordar nem comigo, nem com a Ruth, nem mesmo com o Harry Potter e J.K. Rowling. 

Enfim… 
Todos sabem que sou fã incondicional de Harry Potter. E quem vem me acompanhando sabe também que tento valorizar e conhecer o máximo que posso de clássicos. 
Não tenho ideia se está certo ou errado, mas me recordo que – anos atrás – quando cursei a faculdade, tive uma disciplina onde tivemos como trabalho de conclusão do semestre que, divididos em grupos, cada um desses pesquisar e trabalhar com um tipo de literatura diferente. Não me lembro de todos os temas, mas recordo que tivemos literatura de cordel, literatura oral e até mesmo – pasmem! – literatura de banheiro! Siiim, segundo o que aprendi, até mesmo aquele monte de palavrão escrito atrás das portas de banheiros públicos podem ser considerados literatura, pois explicitam um pouco de todos que ali passaram e aqueles fragmentos juntos constroem uma história. 
Por que falei tudo isso? Bom, comecei esse texto com uma definição do termo literatura obtido no dicionário da língua portuguesa. E para dizer que, o que mais me choca com relação a essa polêmica toda não é o fato de que Ruth não gosta e critica Harry Potter, o que é perfeitamente normal e compreensível, pois com certeza ela perdeu um nicho grande do seu publico-alvo para essa grande gama de novos autores, novos títulos e lançamentos muito dinâmicos. 
O que me choca é que, como profissional, você, em alguns momentos deve guardar sua opinião por respeito e ética, e não sair rebaixando o trabalho alheio com suas palavras – ainda que eu tenha certeza que isso não afetará em nada os futuros leitores de HP, por conta dessa declaração -, mas como uma potencial formadora de opinião, Ruth deveria ter utilizado suas palavras para incentivar a leitura, o hábito de ler…
Essa colocação dela me fez até pensar em alguns questionamentos sem cabimento algum. Por exemplo: contos de fadas, seriam ou não considerados literatura? São tão ‘fantásticos’ quanto HP dependendo da adaptação feita do conto original… 
Ainda acredito que ler é importante, independente do estilo, grau de complexidade, número de páginas, se é best-seller ou não. O ato de ler é o que importa. E na verdade, o incentivo à leitura como hábito é que é o meu objetivo e deveria também ser o da dona Ruth. 
Isso foi mais um desabafo.

Como disse ontem mesmo lá na página do FacebookLITERATURA É GÊNERO, E DELA SE DESPRENDEM INÚMERAS ESPÉCIES. 
E literatura pode ser considerada toda e qualquer forma de expressão. Literatura é diversão e cada obra, em sua forma ou estilo, tem sua mensagem para passar. O bem vence o mal, o oprimido vence o opressor, retrato de um período histórico, história de uma vida, desconstrução de períodos históricos ou de personagens. Não importa… autores, façam a sua literatura, passem as suas mensagens e todos juntos vamos incentivar sempre a leitura. 

O que vocês acham dessa questão e polêmica toda? 
Quero deixar claro que esse texto não foi exatamente pró HP, mas sim completamente contra esse preconceito todo sobre qual obra pode ser considerada literatura e qual não pode. 
Espero que tenham entendido meu posicionamento. 
Até a próxima! 
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