Os livros de terror que (nunca) li

Oi, gente.

E aí neste mês de outubro as entidades resolveram reunir os clichês todos em um único dia, pois tivemos uma sexta-feira 13, no mês de outubro, conhecido por ser o mês do terror. Sinistro!!!

Mas o que euzinha sei sobre o assunto? Por que eu estou aqui falando com vocês sobre isso?

Vejam que é exatamente este o motivo. Vou contar a vocês porque eu, apesar de curtir um bom suspense, porque acabo tendo a aversão ao terror ou horror.

Começaremos esclarecendo uma simples questão: é horror ou terror? Podem ser os dois.

É bem verdade que os dois gêneros se mesclam muito e nada impede de um livro ser em sua grande parte um livro de terror e no final ter uma pitadinha de horror, e vice-versa. A diferença entre os dois gêneros é bem sutil, porém ambos são bem subjetivos e trabalham com nosso psicológico. É bem comum acontecer com esse gênero que o mesmo livro seja extremamente aterrorizante para uns, e algo bem normal para outros. Enquanto o terror trabalha mais com o sentimento do medo e com a expectativa de que aconteça algo horrível a qualquer momento, nos fazendo sentir angustiados e ansiosos durante a leitura, o horror é algo que geralmente nos deixa chocados ou causa repulsa por uma situação que já ocorreu ou foi experimentado pelos personagens. Por isso disse que a mesma leitura pode nos causar os dois tipos de sensações e, por isso talvez, seja tão difícil de diferenciar os dois gêneros.

Partindo desta definição, eu acho que eu até consigo e sei lidar com o terror, mas não sou muito adepta ao horror. De qualquer forma, vou dizer a vocês três livros que eu queria um dia criar coragem para ler:

 

IT: A COISA

Durante as férias escolares de 1958, em Derry, pacata cidadezinha do Maine, Bill, Richie, Stan, Mike, Eddie, Ben e Beverly aprenderam o real sentido da amizade, do amor, da confiança e… do medo. O mais profundo e tenebroso medo. Naquele verão, eles enfrentaram pela primeira vez a Coisa, um ser sobrenatural e maligno que deixou terríveis marcas de sangue em Derry. Quase trinta anos depois, os amigos voltam a se encontrar. Uma nova onda de terror tomou a pequena cidade. Mike Hanlon, o único que permanece em Derry, dá o sinal. Precisam unir forças novamente. A Coisa volta a atacar e eles devem cumprir a promessa selada com sangue que fizeram quando crianças. Só eles têm a chave do enigma. Só eles sabem o que se esconde nas entranhas de Derry. O tempo é curto, mas somente eles podem vencer a Coisa. Em ‘It – A Coisa’, clássico de Stephen King em nova edição, os amigos irão até o fim, mesmo que isso signifique ultrapassar os próprios limites.

 

O ILUMINADO

O romance, magistralmente levado ao cinema por Stanley Kubrick, continua apaixonando (e aterrorizando) novas gerações de leitores. A luta assustadora entre dois mundos. Um menino e o desejo assassino de poderosas forças malignas. Uma família refém do mal. Nesta guerra sem testemunhas, vencerá o mais forte.

Danny Torrance não é um menino comum. É capaz de ouvir pensamentos e transportar-se no tempo. Danny é iluminado. Será uma maldição ou uma bênção? A resposta pode estar guardada na imponência assustadora do hotel Overlook. Em O Iluminado, quando Jack Torrance consegue o emprego de zelador no velho hotel, todos os problemas da família parecem estar solucionados. Não mais o desemprego e as noites de bebedeiras. Não mais o sofrimento da esposa, Wendy. Tranquilidade e ar puro para o pequeno Danny livrar-se das convulsões que assustam a família.

Só que o Overlook não é um hotel comum. O tempo esqueceu-se de enterrar velhos ódios e de cicatrizar antigas feridas, e espíritos malignos ainda residem nos corredores. O hotel é uma chaga aberta de ressentimento e desejo de vingança. É uma sentença de morte. E somente os poderes de Danny podem fazer frente à disseminação do mal.

 

O DEMONOLOGISTA

“A maior astúcia do Diabo é nos convencer de que ele não existe”, escreveu o poeta francês Charles Baudelaire. Já a grande astúcia de Andrew Pyper, autor de O Demonologista (DarkSide Books), é fazer até o mais cético dos leitores duvidar de suas certezas. E, se possível, evitar caminhos mal-iluminados.

O personagem que dá título ao best-seller internacional é David Ullman, renomado professor da Universidade de Columbia, especializado na figura literária do Diabo – principalmente na obra-prima de John Milton, Paraíso Perdido. Para David, o Anjo Caído é apenas um ser mitológico. Ao aceitar um convite para testemunhar um suposto fenômeno sobrenatural em Veneza, David começa a ter motivos pessoais para mudar de opinião. O que seria apenas um boa desculpa para tirar férias na Itália com sua filha de 12 anos se transforma em uma jornada assustadora aos recantos mais sombrios da alma.

Enquanto corre contra o tempo, David precisa decifrar pistas escondidas no clássico Paraíso Perdido, e usar tudo o que aprendeu para enfrentar O Inominável e salvar sua filha do Inferno.

O dia que conseguir superar meus medos, acho que estas serão as primeiras leituras que vou encarar, por enquanto vou ficando com meus suspenses mesmo, que estou bem! Confesso a vocês que meu problema não é com a leitura em si, mas sim com o efeito que ela causa em mim. Eu fico aflita, ansiosa, tenho pesadelos e insônia. Portanto, leituras de horror/terror são um pouco insalubres para mim, assim como filmes, que por conta dos ossos do ofício não tenho muita escolha.

Até a próxima

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Jantar Secreto, de Raphael Montes

 

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