Uni-Duni-Tê, de M.J. Arlidge

Oi, gente.

Confesso que quando recebi este livro da editora não tinha ouvido falar absolutamente nada sobre ele, tampouco sobre o autor M.J. Arlidge. Eu diria que, ainda bem! Qualquer mínimo spoiller que eu pudesse ter pego por aí estragaria a leitura, com a mais absoluta certeza.

Um suspense de tirar o fôlego, mas que levanta questionamentos – ou pelo menos a mim levantou – e te coloca dentro da história. Então vamos conhecer um pouco mais sobre Uni-Duni-Tê.

 

♣♠♥♦

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M.J. Arlidge

Editora: Record

Ano: 2016 / Páginas: 322

Sinopse: Um assassino está à solta. Sua mente doentia criou um jogo macabro no qual duas pessoas são submetidas a uma situação extrema: viver ou morrer. Só um deverá sobreviver. Um jovem casal acorda sem saber onde está. Amy e Sam foram dopados, capturados, presos e privados de água e comida. E não há como escapar.  De repente,  um celular toca com uma mensagem que diz que no chão há uma arma, carregada com uma única bala. Juntos eles podem decidir quem morre e quem sobrevive. Em poucos dias, outros pares de vítimas são sequestrados e confrontados com esta terrível escolha. À frente da investigação está a detetive Helen Grace, que, na tentativa de descobrir a identidade desse misterioso e cruel serial killer, é obrigada a encarar seus próprios demônios. Em uma trama violenta que traz à tona o pior da natureza humana, Grace percebe que a chave para resolver este enigma está nos sobreviventes e ela precisa correr contra o tempo, antes que mais inocentes morram.

Avalia4

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Em um jogo doentio, literalmente de vida e morte, somente um dos dois participantes sobrevive. A regra é clara e a escolha a ser feita  é muito simples: matar ou morrer, somente um dos dois poderá sair vivo.

Pessoas estão sendo vítimas desse serial killer. Duplas aleatórias, bem distintas entre si, são escolhidas a dedo como vítimas. Deve existir um motivo por trás de tudo isso, afinal, todo bom serial killer tem seu motivo – ainda que esse seja a luta por provar uma teoria ou um motivo torpe, ou até mesmo uma psicopatia qualquer –, mas qual será?  E lá vamos nós enveredados nesse suspense um tanto quanto sangrento atrás da nossa brincadeira de Detetive, ao lado de Helen Grace: quem será a próxima vítima, quem é o assassino o que o motivou a tais atitudes?

Com uma narrativa bem alinear e que se passa em diferentes momentos e lugares, até eu pegar o ritmo da leitura tive um pouco de dificuldade. Com capítulos curtos, a autora passeia nos capítulos entre aqueles que estão dentro do jogo vida-e-morte, a investigação, a personagem Helen Grace e narrativas sobre o passado. De uma maneira bem obscura e sem nada a revelar, inicialmente isso me confundiu porque os focos mudam rapidamente a cada capítulo, então levava um pouco para me ambientar e tentar entender de quem exatamente estávamos falando ali naquele novo ponto. Entretanto, com o passar do tempo você se ambienta a esse vai e vem, embarcando de uma vez nessa investigação. Honestamente em um primeiro momento, achei que essa narrativa mais “corrida” em seu modo de mostrar os fatos fosse me incomodar muito e fazer com que não gostasse do livro, mas pelo contrário, acho que foi isso o que me prendeu mais à leitura.

Apesar da trama envolver, honestamente não consegui ter empatia por nenhuma das personagens. Características que me pareceram superficiais e não foram sustentadas durante todo o tempo da história, então, nesse ponto o autor pecou, abusou da violência e deixou os personagens rasos demais em personalidade e atitude.

Deixando de lado essa questão do estilo, vamos ao conteúdo. Pode parecer um livro de serial killer comum, como muitos outros, porém os questionamentos que esse livro me trouxe me levaram a pensamentos muito próximos aos que tive quando li Pá de Cal, do Gustavo Ávila – já falei sobre esse conto aqui, mas se quiser saber mais é só clicar aqui!!! –, alguns questionamentos surgiram. O que você seria capaz de fazer se tivesse que matar para salvar a própria vida? E, supondo que você conseguisse driblar seus próprios valores e matar para sobreviver, conseguiria conviver com esse peso dentro de você? Superaria esse monstro criado em sua consciência? Difícil dizer, gostaria de dizer que é uma realidade muito impossível de acontecer, mas em outras proporções, hoje em dia, vivemos em uma selva de pedra que o tempo todo somos colocados à prova – cada vez mais! – do que somos e precisamos ser capazes para continuar seguindo em frente, pois o ser humano anda tão ruim, que não basta deixar os outros pra trás, se não os humilhamos ou os deixamos reduzidos à migalhas, não é o suficiente.

Desculpem a pequena viajada que dei, mas queria dividir com vocês até onde foi meu questionamento após essa leitura. Saí do extremo para uma analogia com o mundo de hoje. Pessoas brincam com a vida alheia literal ou figurativamente, simplesmente para atingir o seu próprio êxito. Necessário pedir perdão, mas, Maquiavel, mas nem sempre os fins justificam os meios.

Se você é uma pessoa que não tem problemas com cenas de violência e gosta de um bom suspense, este livro está mais do que recomendado.

Até a próxima.

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Comentários

Comentários

2 Comments

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    Nathália Araújo 21 de janeiro de 2017 (16:49)

    Olá, Mah!
    Uau, já gostei haha Adoro livros de suspense e violentos! Esses são fortes e apesar de tudo nos faz questionar. Achei este bem interessante e espero conseguir lê-lo logo! Ótima resenha!
    Beijos, Garota Vermelha
    http://www.livrosdagarotavermelha.com.br

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      Marina Herrador 22 de janeiro de 2017 (23:48)

      É um livro de altos e baixos, mas altamente recomendável para quem gosta do estilo, Nath.
      Obrigada.
      *.*